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Nova Ponte sobre o Rio Tejo no Carregado
 
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Pontes do IP3 - Substituição / Reforço de pilares

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Ponte sobre o Rio Mondego em Cunhedo, Ponte sobre a Ribeira de Mortágua e Ponte sobre o Rio Dão em Santa Comba Dão no IP3.
Reabilitação / Substituição de pilares sem interrupção de tráfego.


 As duas primeiras pontes integram-se na albufeira do Açude da Raiva e a terceira na albufeira da Barragem da Aguieira. As três obras apresentam uma tipologia estrutural semelhante e o mesmo tipo de patologias nos pilares. 
As pontes são constituídas por tabuleiros vigados de betão armado pré-esforçado, com 15.2 m de largura e vãos de 40.0 m. Os pilares são constituídos por fustes cilíndricos com 2.60 m de diâmetro, encimados por capitéis laminares pré-esforçados. As fundações dos pilares são directas, apresentando forma circular ou elíptica. As obras foram construídas entre os anos de 1976 e 1979 segundo os projectos da autoria do Prof. Edgar Cardoso.
  O conjunto dos fustes dos pilares apresenta anomalias decorrentes da degradação provocada por reacções alcalis-sílica que originou fendilhação mais ou menos acentuada, colocando em causa a manutenção em serviço das obras e tornando assim necessária uma intervenção de reparação ou substituição dos pilares. 
     
 
Foto 1 - Ponte sobre o Rio Mondego em Cunhedo
     
 
 Foto 2 - Ponte Sobre a Ribeira de Mortágua
     
 
Foto 3 - Ponte sobre o Rio Dão em Santa Comba Dão
     
     
A solução desenvolvida consiste na execução de fuste de secção anelar, envolvendo o existente, fundado sobre micro-estacas. O novo fuste terá uma espessura de 0.30 m e um diâmetro exterior de 3.40 m, garantindo-se uma folga de 0.10 m em todo o perímetro dos pilares existentes por forma a permitir a sua expansão sem restrições, devido às reacções alcali-sílica que continuarão a decorrer.

A fundação é constituída por um conjunto de micro-estacas de elevada capacidade de carga, encabeçadas por um maciço de forma anelar, executado, tal como o fuste, em torno do pilar actual. As microestacas são realizadas a partir da superfície, intersectando as sapatas existentes. No topo, ao nível do capitel, o novo fuste é ligado ao existente através de ferrolhos.


 Visualização tridimensional da solução preconizada

Numa intervenção deste tipo o processo construtivo assume uma importância acentuada. Inicialmente a solução preconizada consistia na execução de ensecadeiras em torno dos pilares que permitisse a execução a seco das novas estruturas mas, durante o desenvolvimento do projecto, a opção por ensecadeiras que podiam atingir alturas da ordem dos 20.0 m, implantadas em solos de fundação constituídos essencialmente por aterros e aluviões, levou ao desenvolvimento de uma solução construtiva alternativa e inovadora que permite executar a seco as novas estruturas sem o recurso a ensecadeiras.
 
Projecto: 2011
Cliente: EP - Estradas de Portugal E.P.E.